domingo, 5 de fevereiro de 2012

Improvisos que salvam

Conhecem o Real Simple? Eles têm uma seção chamada New Uses For Old Things que é realmente inspiradora. Já aproveitei várias ideias. Mas também invento outras, que, sei lá, podem ser úteis a adaptadores compulsórios como eu. Ai vão duas:




No novo (velhíssimo) apartamento as esquadrias são de alumínio (ai, como detesto!). A jardineirinha dos temperos era larga demais pra janela da cozinha, até caiu uma vez (snif, meio que ainda não se recuperou...). Tá vendo aquela faixinha branca logo depois do alumínio? Pois é, é uma canaleta para disfarçar fios de eletricidade. Botei um pedaço ali, o que alargou a base, e a jardineira agora se sustenta, não cai mais. :-)))




O pedreiro que fez essa paredinha do box estava certamente alterado, a mulher dele andava de mau humor ou ele tinha tomado umas. O fato é que o topo da divisória é em forma de pico (por tutatis, custaria deixar a prra toda retinha???): o recipiente de xampu não se sustenta ali! No banho, tinha que deixar no chão. P da vida, peguei meu porta-sabão em pó, fiz furos no fundo e num dos lados (esquentei a ponta de uma chave de fenda pequena com o isqueiro), passei um fio 2,5mm (sei tudo de espessura de fios a essa altura...) e prendi do outro lado da parede, num parafusão pré-existente. Ficou feioso, mas tô nem aí. Olha só:




A bolsinha de pentes e arcos esconde um pouco (só um pouco) a cagadinha. O que importa é meu conforto. Esse banheiro é um desastre completo...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Armário-show de brasileiro!

Olhem só o que é um armário nos trinques (e baratinho também, como se pode ver pelo excelente post do @ffrajola):

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Geralzona do armário "Baikonur"


Esta foi feita na terça, logo depois de pronto.

Esta fiz agora, já com tudo dentro (o que estava no armário do apto. velho e mais alguma coisa, e sobrou espaço). Falta arrumar o conteúdo dos sacos, o que virá com o tempo. Gente, adorei, não canso de olhar para essa obra simples e útil dos russos.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Como fazer um armário barato e rápido

Faço esse post em homenagem aos durangos kids como eu.

Mudei para um apartamento sem armário. Completamente dura, vi no blog Minha Casa Ecológica, do Fernando Frajola (o @FFrajola do Twitter), que existe uma placa de tiras de madeira superresistente chamada OSB (Oriented Strand Board) e superbarata também (veja o post dele aqui). Em outro post lá vi como é a placa:

É ecológica porque usa madeira reflorestada (ok, a discussão sobre os cemitérios verdes de eucalipto fica para outra hora...), segundo li aqui, resistente a umidade e intempéries! E o melhor: custa R$ 39 cada uma! Comprei duas e pedi para cortarem assim:
Ou seja, as duas placas foram cortadas ao meio na vertical, resultando em 4 pedaços de 2,20m por 0,60m. Três pedaços ficaram inteiros (para lateral, teto e maleiro) e o quarto foi cortado em 4 prateleiras.

Claro que isso não foi aleatório. Minha amiga Ana Lagôa tinha feito o projeto abaixo para placa de MDF, que custa mais de R$ 100, embora seja bem maior. Olhem que maravilha:

Onde está escrito "cômoda" leia-se "proto-armário de prateleiras" que eu já tinha, feito das sobras de uma placa de MDF comprada para acomodar o micro-ondas. Paguei 114 pela placa mais as ferragens, num total de R$ 144. Claro que chorei lágrimas de sangue quando li sobre a OSB no blog do Frajola... Caí na asneira de pedir orientação ao vendedor da madeireira, e pergunta se ele não me empurrou uma placa gigantesca forrada de laminado branco??? Se ele fosse maneiro teria sugerido a OSB!!!

O projeto foi seguido à risca pelos russos -- bem, chamei de Operação Baikonur porque foi complicado organizar o lançamento desse foguete, tinha que combinar com vários "russos": Márcio, o zelador-maravilha, que só pode na hora do almoço; meu filho-ajudante, que tinha compromisso em Niterói de manhã cedo; a Célia, a faxineira-lavadeira danadinha que só pode chegar à uma da tarde; e a própria Ana, porque seria bem no horário do almoço orgânico dela, do mis-en-plis da Loba etc. etc. :-))))) E sem a arquiteta-chefe não daria certo NUNCA! Ufa, deu certo! Pois bem, eis o resultado:




Infelizmente não tenho uma visão geral. Marco Aurélio (meu filho, não o ministro do STF) tem, porque fez uma do alto da cama, coisa que não ouso. Mas não o encontrei hoje.

Não se assustem com a feiúra. Vou pintar de branco (tenho litros de tinta que sobraram da pintura do outro apartamento), fechar com cortinas temporariamente e, quando tiver dinheiro, com painéis japoneses de correr. Quis mostrar feinho assim mesmo porque não sou "blogueira de decoração", e acho importante que as pessoas vejam que a coisa é viável. Mas você pode forrar com contact, com tecido, com juta, enfim, há uma variedade imensa de soluções.

Adendos: a arara de pendurar roupas ganhei da Ana. E não é baratinha, mas um varão de madeira ou metal substituiria muito bem. Ganhei muitas ferragens da Ana, mas mãos francesas, cantoneiras, buchas e parafusos não estouram exatamente um orçamento. Resumindo, gastei em torno de R$ 100 com o armário.

Detalhe estupendo: a operação começou às 13h; às 17h15 o zelador foi embora e Marco ficou pregando as prateleiras nas mãos francesas. Tudo estava terminado às 18h15.

Agradeço a todos os russos, a começar pelo Frajola!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fotos do horror no Boston Globe

O que restou da Posse, em Teresópolis
(Bruno Domingos, Reuters, 14/1)

Veja as demais (muito, muito chocantes) no Boston Globe. (via TeiaLivre)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Como aconteceu

O G1 mostra em imagens da empresa Base Aerofotogrametria a evolução (???) do desmatamento e da ocupação das encostas de Teresópolis. É espantoso nas fotos, mas principalmente ao vivo. Meu queixo cansa de cair quando vejo esses bairros simplesmente periclitantes. Clique na imagem para ir ao G1.

Teresópolis, a calamidade

As encostas...
O bairro do Espanhol (Diário de Teresópolis)

As pedras...
Posse (Bruno Domingos/Reuters/Folha)
Os escombros...
(Hudson Corrêa/Folhapress)
Os mortos...
IML improvisado na 110ª DP, perto da minha casa...
O cemitério... 
Enterros coletivos (Antonio Lacerda/Efe)


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Vou me mudar de Teresópolis!!!

É um valhacouto tucano!!!!!!!!!!!

Serra 68,9% x 31,1% Dilma!

Incompreensível, elegeu prefeito do PT há dois anos!

Assim que vencer meu contrato de aluguel, me mudo daqui!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Visitinha...

... dos 2 filhos, o Marco (biológico) e o Adriano (agregado desde a 5ª série).

Vieram devolver o carro, graaaaaaças aos céus.

Se conseguir me acalmar (essa eleição não chega nunca!) finalmente vou começar a passear.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Miniwalk

Fui ao Oliveirão, pedi para entregarem as compras e voltei a pé, aproveitando o bom tempo. Fiz umas fotinhas bobinhas só pra mostrar o bairro (de celular, desculpem...):

A Reta numa tarde calma (saindo do Alto, sentido Várzea)



Construção pra todo lado (é incrível o número de obras nesta cidade!)


Ponto de ônibus na Nilo Peçanha, pracinha bem cuidada (são maneirinhos os pontos daqui)



A enorme e lucrativa Unifeso (por causa dela os imóveis daqui são sempre mobiliados: alunos pouco aplicados mas com dinheiro vêm de todo o estado e mesmo de fora)


 Será que vem chuva? (não veio!)


Entrada para Fátima (ainda hei de morar lá: é bairro de residentes, na maioria, não de veranistas)



Abaixo, a famosa delegacia-referência. Segundo a Ana, eles são bem eficientes: em 2 dias pegaram os caras que assaltaram e machucaram um caseiro conhecido dela -- "Todo mundo se conhece, fica fácil achar", diz; e li num jornal que prenderam os arrombadores de uma casa rapidinho também). Adiante, mal se vê, o posto Ipiranga, outra referência da minha esquina.

A propósito da 110ª DP, acho que não contei o papo que tive com um manobreiro do estacionamento que uso sempre quando vou ao Centro. Enquanto traziam o carro ele se sentou ao meu lado e perguntou se eu estava gostando de Terê. Eu disse que estava adorando, é muito tranquila etc. e tal.

"Ah, mas já foi muito mais", disse ele. "Bandido do Rio fugia pra cá e a polícia daqui matava na hora. Agora chegou um delegado a favor dessa coisa aí de direitos humanos e não pode mais matar. Prendem, lá no Rio o juiz solta e eles voltam a arrepiar"...

Hã hã... sei..., balbuciava eu tentando não deixar o queixo cair demais.


PS: Fotografei também a casa que inferniza a minha vida, mas decidi não postar. Seria sacanagem com os caras, coitados.

PS2: Lembram do brie Cruzília? Subiu de 7 para 9 reais no Oliveirão em 10 dias!!! Isso é que é inflação...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A feirinha 2.0


No domingo voltaram a Terê a Claudia e o Ronaldo, que desta vez trouxeram a Sônia junto. Tempo horrível, garoa, friozinho, chato à beça. Já que era impossível fazer grandes passeios, fomos dar uma volta no Centro e achamos a tal feirinha da praça da Matriz de Santa Teresa -- recorro outra vez a uma linda foto da Carla Cordeiro para ilustrar. Parece que lá estão os artesãos expulsos da ou rejeitados pela Feirinha do Alto, que hoje em dia tem muita coisa industrializada. Como estava tudo muito vazio, encontrei logo a barraca da Carla na feirinha 2.0: coisas lindas, almofadas, toalhas, pegadores, um primor de artesanato. As demais barraquinhas, sei não. A Ana, que também estava com a gente, gostou -- "coisinhas caseiras", disse. Acho que me viciei demais na outra, a 1.0.

Vou ter que me mudar

A casa ao lado do meu prédio inferniza a minha vida, com som alto de dia, barulho interminável de obra cedinho e choro de cachorro a noite toda. Neste feriado o som está tão alto que fui obrigada a chamar a PM após 3 pedidos infrutíferos para que diminuíssem. Uma patrulhinha veio imediatamente mas, como esperava, os vizinhos reagiram muito mal. Até argumentaram com a Lei do Silêncio, para verem o nível da desinformação! Qualquer pessoa medianamente em dia com a evolução da humanidade sabe que a lei que exigia silêncio entre 22h e 6h acabou há séculos -- o que conta é se o ruído incomoda ou não.

Uma vez li num artigo excelente sobre poluição sonora que quanto menor o cérebro maior a tolerância ao barulho. O meu deve ser gigantesco... o que nada tem a ver com inteligência, diga-se. Além de não ser cabotina, reconheço que é preciso ser muito burra para dar o destino que dei a minha vida, a ponto de viver num apartamentinho de bosta ao lado de uma casa gigantesca habitada por gente que ouve Ivete Sangalo (ou é ela ou alguém que berra porcarias parecidas com as dela).

Mas sair de Santa Teresa -- entre outras coisas -- para me livrar dos bailes funk e cair nessa, convenhamos, é demais pro meu caminhãozinho. Resultado: vou ter que romper meu contrato de aluguel, o que vai ser uma dor de cabeça daquelas.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Grande invenção!


Estão vendo essa pistolinha de cola quente? Que incrível! Comprei um pratinho de R$ 1,49 numa loja de R$ 1,99 e não conseguia pendurar: nada grudava nele como gancho. Aí resolvi encarar the glue gun, como dizem os angloparlantes. Custou R$ 8,09 na mesma loja (made in China).

Eu tinha medo de me queimar. Não só não me queimei como funcionou: o lacre de latinha está superfirme! Sei que isso existe há 200 anos, mas só comprei a minha no mês passado e nunca tinha usado. Grande invento da humanidade!

Meus trabalhos err... manuais vão progredir!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Notícias de Terê # 2

Sabem aquele think global, act local? Bem, estou comprando tudo o que posso da indústria daqui, de Nova Friburgo, Petrópolis ou Resende, já que pouca coisa é feita em Teresópolis mesmo, pelo que venho constatando. A não ser a manteiga, a ricota e o patê da Mercearia Santo Antônio, que são tudo de bom! A loja deles fica na Duque de Caxias, rua bem central daqui de Terê. Tem outra (ou será a fábrica?) no bairro de Albuquerque, Est. Teresópolis-Friburgo, km 5,5. Desse mês não passa nossa visita a essa estrada, que, dizem, tem um mundão de coisas interessantes.

Nada contra São Paulo, quero apenas prestigiar nosso sofrido Estado do Rio. Ainda não consegui mudar para o Café Favorito, que é de Volta Redonda, mas chego lá (sou viciada em melitta...). Com o queijo brie, infelizmente, fiz o caminho inverso. Noutro dia comprei no Oliveirão um brie de Cruzília (MG) que custou 7 reais, enquanto o Campo Lindo, de Caxias (RJ), custa 14! E é delicioso!

Já as frutas e verduras, claro, são de Terê. Sabiam que Terê é o maior produtor de olerícolas folhosas do RJ??? Isso é hortaliça, gente... :-))) De 22 a 26 de setembro teremos a Feport 2010, Festa do Produtor Rural, evento que já está na 27ª edição em Teresópolis! Estarei lá para visitar essas maravilhas da foto lá do alto, a exposição da agricultura ecológica e a praça de alimentação que, dizem, é excelente (ah, vêm também Leonardo e Jota Quest, entre outros, mas faço questão de já estar em casa sossegadinha na hora dos shows).

Notícias de Terê # 1

Desde que cheguei ouço falar demais de uma fonte de água que fica bem aqui perto, na rua depois da minha, quase atrás do meu prédio. Antes de comprar o filtro, todos insistiam em que eu pegasse água lá para evitar o gasto com água mineral. Mas, sei lá, nunca me animei. Pois não é que o Diário de Teresópolis de hoje (acho que a matéria é de hoje, mas não posso afirmar... tenho uma raiva de publicação que não informa a data!) diz que a água da fonte é imprópria??? A única imprópria entre as 9 analisadas pelo Noel Nutels. A matéria está abaixo, até bem escritinha, mas pouco informativa.

Essa foto (que é de outra fonte, a da Praça de Taumaturgo -- nunca ouvi falar dela!) achei no Flickr, assinada por Carla Cordeiro. E pelo Flickr dela descobri que Terê tem OUTRA feira de artesanato nos fins de semana, na praça da Igreja de Santa Teresa! Vou lá!

Terê tem muitas fontes, como toda cidade serrana. Claro que uns coliformes não matam ninguém, só que a minha cisma com água de fonte vem do medo de vermes. Tenho horror de pegar verme, sei lá por quê. Algum trauma de infância? A fonte que conheço está no muro de um edifício, por sinal, abastecido por ela. Pode bem ser a origem da contaminação, como pode ser também alguma construção perto da nascente... Tomara que os técnicos descubram.


Divulgado resultado da análise da água das fontes da cidade
Das nove nascentes analisadas, apenas uma está imprópria para consumo

Marcello Medeiros

Esta semana o Laboratório Central Noel Nutels (LACENN-RJ) divulgou o resultado da análise microbiológica da água das fontes da cidade, relativo às amostras coletadas no mês de julho. Nove locais foram visitados pelos técnicos e apenas um deles foi considerado impróprio para consumo. Entre as analisadas, as mais procuradas, como a Fonte Judith, no bairro Alto, e a Fonte Santa Ângela, no Vale do Paraíso, além da quase inexistente fonte da Rua Fernando Martins, na Vila Muqui.

A Secretaria de Saúde realiza mensalmente o monitoramento microbiológico da água das fontes, através de coletas de amostras, que são enviadas ao LACENN/RJ, laboratório de referência para esse tipo de serviço. O trabalho é feito por equipe do Programa Vigiágua, setor ligado à Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde. O programa de controle da qualidade da água para consumo humano atende a Portaria nº 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde, que determina a realização do monitoramento periódico.

As fontes analisadas foram Brahma, Taumaturgo, Praça Taumaturgo, Judith, Amélia, Tijuca, Vila Muqui, Fonte Santa e Santa Ângela (Vale Paraíso). A de Taumaturgo apresentou coliformes fecais e foi considerada imprópria para consumo. De acordo com a prefeitura será afixado aviso e propostas medidas corretivas e higiênicas para solucionar o problema, como limpeza e desinfecção, canalização adequada da água e até interdição. Essas ações ficam a cargo das Secretarias de Obras e Serviços Públicos e de Meio Ambiente e Defesa Civil.

A água das fontes pode sofrer variações de potabilidade devido a alterações climáticas e do ambiente do entorno onde elas se localizam. Por isso, os usuários são orientados a sempre ferver ou filtrar e clorar a água antes de ser consumida.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Três dias sem meias!

E um céu assim!



Casaco, só agorinha, já noite. Fui ao supermercado à tarde e cheguei encalorada.

Mas a secura tá de amargar! Ontem só dormi depois de botar uma bacia com água no quarto.

sábado, 21 de agosto de 2010

Uma cidade selvagem

Marcelo Carnaval/O Dia

Amigos, que sexta-feira! Acidente entre carro e moto na Av. Brasil altura do Caju sentido Zona Oeste bem no meio da tarde esculhambou minha ida ao Rio. Saímos do Flamengo um pouquinho antes das 5 e só chegamos à Rodoviária, onde eu tomaria o ônibus de volta a Terê, às 18h35 (Marco seguiria para S. Paulo). Como conheço todas as mumunhas desse percurso por força dos anos de JB e Fiocruz e me considero, sem modéstia, a maior escapadora de engarrafamento que conheço, disse ao Marco que fizesse Praia do Flamengo, Mergulhão, Arsenal, Rodrigues Alves (na ida para o Flamengo, ali pelas 4 da tarde, eu já tinha visto a Perimetral parada; como às sextas de 5 em diante o sistema Santa Bárbara/Viaduto S. Sebastião para também, esse seria o trajeto viável -- embora mais longo).

Pra quê... um motorista selvagem de ônibus estava atravessado no meio do Mergulhão tentando parar no ponto das Barcas -- porque não tem urbanidade para ficar em fila indiana com os outros e trafega pela terceira pista. Resultado: 10 minutos de retenção DENTRO daquele salutar Mergulhão. Mais adiante, aquela rua do Mosteiro de S. Bento cujo nome esqueci (ah, é D. Gerardo) estava totalmente parada, e o Marco não conhecia o macete de entrar na ruazinha antes, não sei o que Saraiva... quando avisei, já não dava mais: outros 15 minutos parados porque tinha um ônibus enguiçadão no meio da pista. O resto foi mesmo na Rodrigues Alves por conta do acidente do Caju e da selvageria dos motoristas selvagens de ônibus, que invadem os cruzamentos e impedem o fluir normal dos veículos.

Uma palavra resume tudo isso: inferno. Disse ao Marco, que horror!, que essas pessoas que acordam de manhã com raiva do mundo e saem para arrepiar no trânsito deveriam dar um tiro na cabeça enquanto escovavam os dentes, assim não destruiriam o moral de 500 mil cidadãos que só querem voltar pra casa à noite. Agora, já na minha casinha na minha cidadezinha tranquila como um lago suíço raciocino melhor e vejo que foi uma barbaridade isso que eu disse ao Marco. Não, essas pessoas deveriam simplesmente ser atingidas de manhã por um raiozinho leve e ficar em casa doentinhas.

Afirmei noutro dia a alguém que o Rio está como S. Paulo em termos de trânsito e esse alguém ficou horrorizado, nunca, nem se compara. É verdade, não se compara. O Rio está muito pior. Porque os motoristas de S. Paulo não são selvagens. Simples assim.

Nosso plano era fazermos o retorno no JB para que o Marco me deixasse na porta da Rodô. Mas, quase alucinando -- cinco meses atrás, antes de Terê, eu teria alucinado mesmo e martirizado meu pobre filho --, decidi encarar a passarela de pedestres, morta de medo. Cravei a bolsa debaixo do braço, botei os cotovelos pra frente e fiz cara de (mais) maluca. A cada um que sequer pensava em esbarrar em mim eu gritava chega pra lá!, não me encosta! sai! Doideira total: ninguém esbarrou! Se esbarrasse eu cairia, estava completamente tonta! Meu labirinto, que é despiroquetado e mantido a custo sob controle, queria porque queria me atirar lá embaixo! Atravessei a passarela inteirinha pelo centro dela, o povo abrindo passagem pra bruxa louca... :-))))

Felizmente, o ônibus das 7 pra Terê não levou as 3 horas que eu imaginava. E às 9h15 eu adentrava minha casa a tempo de ver ao vivo pelo site da Dilma o finzinho do discurso dela e o discurso arrebatador do Lula no comício de Osasco. UAU!!!

Adoro Teresópolis. Cada vez mais.