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sábado, 3 de abril de 2010

O que dizer de Teresópolis?

É uma grande cidade pequena. A primeira coisa que chama atenção é o verde. Saindo da chamada Reta, a avenida principal, e das apinhadas ruas do centro, que lembram um pouco a Saara, só que melhorada e com circulação de carros, tudo o mais é arborizado, escondido atrás da Mata Atlântica, um deslumbramento. Sente-se isso intensamente da casa da Ana (que se não me engano é na Cascata (errado, é Parque do Ingá), alto do alto do bairro do Alto: ela conta que quando a neblina baixa a nuvem entra por uma janela e sai pela outra), mas também é maravilhoso aqui no Taumaturgo, no médio Alto, onde moro.

Descobri a melhor pizza do RJ, a Millematti. Tem duas opções de massa, a fina e a tradicional. Escolhi a tradicional e é simplesmente divina, lembra a pizza de Roma, que o brasileiro não aprecia muito... Quem me recomendou? Acreditem, a dona de um restaurante especializado em frango que não tem entrega em domicílio e ficou com pena de mim quando telefonei, morta de fome, no dia seguinte à mudança. Ela é paulistana (o restaurante dela se chama Paulistana Frangaria, prometi que vou lá com a Ana!), disse que entende de pizza e que a Millematti é a melhor da cidade.
Isso é Teresópolis, até quem não é daqui se adequa ao espírito solidário da cidade.

Passei a manhã deste sábado, desde as 10h, batendo perna com a Ana. Acabamos na praça de alimentação da Feirinha do Alto. Tomamos duas cervejas, comemos um acarajé completo delicioso (dois por 13 reais!!!) debaixo de uma árvore com ventinho e tudo e cheguei às 3 da tarde, com sacolas de banana (8), carambola (5), figo (8), fruta de conde (5), melão (1) e uva (1 cacho). Tudo por R$ 20,48. Produção aqui da Região Serrana, por isso sai mais barato.

Não é nada demais, mas não nos estressamos com ninguém, conseguimos vaga sem problema, encaramos o engarrafamento da Reta calmamente, como todo mundo, olhando as coisas em volta, e tivemos um dia simples e tranquilo. Isso não tem preço.

domingo, 21 de março de 2010

Estou chegando

Devo me mudar para Teresópolis até 31 de março. O apartamentinho já está alugado a partir do dia 25. Nesta bloguinha vou explicar por que troquei o Rio por Terê e mostrar o que me conquistou nesta cidade.

Alguns dados sobre Teresópolis

No topo da Serra dos Órgãos, tem montanhas e picos conhecidos mundo afora, como o Dedo de Deus ou a Pedra do Sino; a Mata Atlântica é destaque em toda parte: na cidade fica o Parque Nacional da Serra dos Órgãos. O ouro das Minas passava por lá rumo à Baía de Guanabara, de onde partia o butim para Portugal e Inglaterra. O nome da cidade homenageia a imperatriz Teresa Cristina, casada com D. Pedro II. As origens da cidade datam da primeira metade do século 19. Embora a primeira descrição oficial tenha sido feita em 1788 por Baltazar da Silva Lisboa - que em seu relato descrevia a serra e também a Cascata do Imbuí -, foi a partir de 1821 que a região começou a ser ocupada: o português de origem inglesa George March transformou grande gleba em fazenda que ficava onde está, atualmente, o bairro do Alto - onde vou morar, no minibairro de Taumaturgo.

A cidade continua atraindo milhares de visitantes e de novos moradores que, como a família imperial, vêm em busca do clima privilegiado, da natureza exuberante, da tranquilidade. (Principalmente, acrescento eu.)

Data de fundação: 6 de julho de 1891
Gentílico: teresopolitano
População: 150.921
Área (em km²): 771
Densidade demográfica (habitantes por km²): 196
Altitude (em metros): 871
PIB: R$ 1.111.813.000,00 (2006)
Renda per capita :R$ 7.564,00 (2003)
Atividades econômicas: turismo, indústria, comércio e agricultura
Índice pluviomético: média de 900 mm por ano
Temperatura média anual: 20º C
Clima: tropical de altitude

Ah, e o prefeito é do PT... :-)))