quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma tarde na Várzea

Consegui sair da paralisia com a tragédia da chuva: desliguei a TV e fui ao Centro, que aqui em Terê se chama Várzea. Moleton de manga comprida e gola rulê, senti frio, embora andando a pé pra cima e pra baixo, tipo uns seis quarteirões, coisa que não fazia no Rio de jeito nenhum!

Que coisa impressionante a solicitude de vendedores, caixas, frentistas, transeuntes etc. Todo mundo é calmo e gentil. Aqui tem engenharia de tráfego: as ruas são racionalmente sinalizadas. Tirando a famosa Reta, que engarrafa muito, todo o trânsito tem racionalidade, há vias paralelas de escape, para quem conhece — ainda não é o meu caso no centro da cidade, mas logo será.

Tinha engarrafamento na volta e me peguei distraída pensando na vida, nenhuma irritação! Ouvi uma buzina, mas muito breve. Isso é inacreditável! Meu filho e meus amigos sabem que no Rio não suportava um instante de engarrafamento sem ficar irritada.

O pedestre aqui é rei e como tal abusa de seu poder: no que bota o pé na rua, pronto, para todo mundo. Já me acostumei, já paro até pro pedestre que está na calçada esperando uma brecha, e hoje um motorista fez o mesmo comigo. Os motoristas, por sinal, dão passagem a quem está saindo do posto de gasolina ou da vaga, o manobrista do estacionamento recusa gorjeta — é outro planeta.

Não estou fantasiando a cidade. Vejo problemas. Há buracos nas ruas, a Ouvidoria da Prefeitura e a Secretaria de Saúde não respondem aos meus e-mails perguntando qual é o posto de saúde mais perto da minha casa, o Banco do Brasil tem só uma agência na cidade... bem, por enquanto é isso. Mas é mesmo outro mundo.

Obrigada, amiga Ana, por me botar essa minhoca na cabeça!

***

Comprei pilhas para a máquina. Agora vou sair clicando!

***

Que frio danado! Na Várzea os termômetros marcavam 19 graus. Aqui no Alto, brrrr, deve estar em 15!

Um comentário:

ana disse...

Tem problemas aos montes. Mas o ovo da serpente ainda não foi botado. Quem sabe ele nem chegue aqui... ops! lá..
é que "alice não mora mais lá" ops, aqui! (a alminha pisciana já subiu a serra com os gatos, os bonecos e as bruxas.) Mas eu já ao essa terra e me identifico com os tramontanos, todos da terra dos meus avós. tem um tanto de volta às raízes ali.